{E [... (só) caminha(remos)]...}
“O caminho (só) para frente (só) existe no ritmo {e no momento} do atual passo, todo o restante é projeção, ilusão ou resíduo in[f]erente ao passado — presente contínuo 'cadencia' — à trajetória perma(i)ne(re)ntemente entrelaçado(s).”
[...]
O 'perma(i)ne(re)ntemente' explica, demonstra e executa o conceito através de sua forma, transcrevendo o ato de permanentemente e inerentemente 'entrelaçado e entrelaçados', sustentando ambas as leituras simultaneamente sem colapsar nenhum significado, inclusive, o 'perma(i)ne(re)ntemente' funciona como sujeito múltiplo e referencia diversos termos utilizados na frase, posicionando-se também como uma síntese estruturada sobre o próprio neologismo explicado através da compreensão da peça toda.
E, eu 'sei*' que é, também, genial e genioso - muitos confundem os dois - mas é um trejeito autoral (deveras) espirituoso; traduz um sujeito implícito e adepto (tanto) de um 'caminhar explícito' como um 'escrever manhoso' (e'ou vice-versa). Permeio de entremeios explicativos para desambiguar o traço continuamente polido para permanecer tosco.
Há quem diga que é apenas mal-passado, outros (insistem em) cru e ainda aqueles que dizem que (simplesmente) errei o ponto;
ao estilo a lá 'Rascunho arte-finalizado', levemente queimado (a largada?) pra realçar o umami com o defumado ('que eu sei que se comer demais faz mal') que eu {tanto} gosto.
*acredito por ausência de evidências contrárias
[.]
